sexta-feira, 26 de março de 2010

TV católica apela ao 3D para arrebanhar fiéis nos EUA

da Folha Online.

 

CatholicTV estreou programas em 3D, num esforço para atingir pessoas, e fazer com que a mensagem de fé se torne mais vívida Avatares e Chapeleiros Malucos já estão fazendo suas apresentações para a audiência americana em 3D, e Shrek virá em breve. Agora, a rede de televisão nacional católica dos Estados Unidos está lançando padres na tecnologia.

A CatholicTV estreou programas em 3D, num esforço para atingir pessoas jovens, e fazer com que a mensagem de fé se torne mais vívida. A rede colocou muitos programas com a tecnologia na internet, lançou uma revista mensal --com óculos adicionais-- e disse que vai transmitir alguns programas televisivos em 3D.

O diretor da CatholicTV, reverendo Robert Reed, disse que está planejando a introdução do 3D após o sucesso do filme "Avatar", de James Cameron, e de "Alice in Wonderland", de Tim Burton.

"É uma alternativa para nós mostrarmos que acreditamos na nossa mensagem, é relevante, e estamos indo para o uso de todas as possibilidades que tivermos para levar a mensagem às pessoas", diz Reed, cuja rede alcança audiência entre 5 e 6 milhões de residências nos EUA.

Stephen Prothero, professor de religião da Universidade de Boston, aplaudiu a CatholicTV por se arriscar com a tecnologia para atrair audiência jovem. Cristãos evangélicos, diz ele, são mais propensos a isso.

Mas se os programas não forem atraentes, afirma ele, pode reforçar a ideia de que a Igreja Católica está fora de sintonia com o momento.

"Manter-se moderno é difícil, e James Cameron é melhor nisso do que o papa Bento 16", observa o pesquisador.

Com Associated Pres

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u711477.shtml

 

A muito tempo tenho visto e falado sobre as novas metodologias evangeliscas católicas. Será que a “Velha Dona” estaria se “neopentecostalizando” o grande fato é que aderiram com clareza o mundo “pop”, que pena, perdemos um adversário a altura.

sábado, 20 de março de 2010

Heróis da Fé

herois da fe A fé cristã ao longo de sua trajetória pelos dois últimos milênios, tem levantado milhares e milhares de obreiros tementes a Deus, alguns deles se destacaram pela vontade interior de aumentar o rebanho cristão através da pregação do genuíno evangelho de Jesus Cristo, sem se corromper com as ofertas do inimigo, que em todos os momentos tentou parar a obra de Deus, realizada através destes verdadeiros cristãos. Pessoas que deram a própria vida pelo amor a obra de Deus.

O livro Heróis da Fé de Orlando Boyer, selecionou vinte destes obreiros que atuaram nos últimos seiscentos anos da nossa história, pessoas que foram fundamentais no grande avivamento da nossa fé. Este livro que vendeu mais de cem mil exemplares e traz a biografia de vinte destes heróis, contada de uma forma um pouco reduzida, mas com os maiores feitos destes homens. Conta desde a sua conversão, alguns casos desde o nascimento e outros desde o inicio de seu ministério, mas todos os casos iniciam quando Deus decide usá-los em prol da sua obra.

Lendo este livro o primeiro sentimento que nasce em nosso coração, é uma aflição terrível pelas almas que ainda estão presas nas mãos do inimigo, o segundo sentimento que aflora em nossas vidas é: – O que eu estou fazendo por estas vidas? Esta reflexão que o livro nos leva a fazer é muito importante para a nossa vida. Isto é o que nos leva a batalhar incansavelmente em favor a obra de evangelismo, sem ficar preocupado em receber alguma glória por isso. Como podemos observar no livro “o maior reconhecimento vem de Deus e não dos homens”.

Em toda a sua existência, a Igreja de Cristo teve como missão principal, levar o amor de Deus aos “cativos”, e como definimos este “cativo”? São aquelas pessoas que estão nas mãos da mã influência que, defendemos aqui, ser obra ativa do  inimigo. Acreditados realmente que estas vidas estão perecendo, e levar está salvação é tarefa de todos os cristão desde os tempos da Igreja primitiva, desde os Apóstolos, passando pela Idade média, moderna e contemporânea a nossa época atual. Não podemos deixar esta função primaria da Igreja em segundo plano. É nossa obrigação levar o amor de Deus as pessoas.

Mas quando olhamos para a nossa época atual, podemos ver que essa função não esta sendo levada a sério, estamos diante de uma estagnação terrível, onde a palavra de Deus só é pregada nos “grandes” templos das nossas cidades. Enquanto o povo que realmente precisa do alimento está passando fome e o povo evangélico fica brincando de ver quem é que prega melhor na Igreja, em vez de sair até as almas que estão morrendo nas favelas, nos becos, nos bairros pobres e porque não nas mansões e condomínios particulares, onde está uma alma carente, ali é que deve estar os verdadeiros pregadores do evangelho, más pelo contrário estamos pregando somente para já crentes, é a época dos “Conventos Evangélicos”, parece até que estamos dentro de uma redoma de vidro. Outrossim temos que pregar para o necessitado e o livro “Heróis da Fé” nos move por este sentimento glorioso.

Entre as histórias relatadas no livro está à história de Jorge Whitefield, um homem que tinha no seu coração vontade de ganhar almas para o Senhor, calcula-se que ele pregou um sermão para mais de cem mil pessoas na cidade de Cambuslang, na Escócia e que deste publico cerca de dez mil pessoas aceitaram Jesus como único salvador de suas vidas, no final de sua pregação. É de pessoas como Jorge Whitefield que estamos precisando hoje.

O que se falar então de Martinho Lutero, um homem verdadeiramente compromissado com a palavra de Deus, um homem que não se apegou a nada desde mundo, somente a verdade que recebeu de Jesus Cristo através de Sua palavra, o livro conta que ele dava a sua própria refeição para as pessoas carentes, também não podemos ficar sem frisar, que no mês de outubro de mil quinhentos e dezessete, teve muita coragem quando desafiou o Papa Leão X, ao estampar na porta da Igreja de Wittenberg a suas noventa e cinco teses, contra as vendas de indulgência promovida pelo Papa Leão X. Este movimento foi o que desencadeou a reforma protestante do século XVI. Homem muito corajoso e compromissado com Deus.

No século dezessete, surgiu um homem chamado João Bunyan, que fazia um belo trabalho na obra de Deus, salvando milhares e milhares de vidas no meio do seu povo, o livro reporta que Satanás vendo que estava sendo muito prejudicado com os atos do santo homem, ficou tão furioso com ele, que lançou contra o servo de Deus, inúmeras calunias e difamações, acusações que não tinha nenhum fundamento, como chamá-lo de feiticeiro, cangaceiro, que vivia amancebado, tinha duas esposas e que seus filhos eram bastardos. Mais nunca deixou que estas falsas acusações, tirassem o seu foco que estava na seara do Reino de Deus. Mais as perseguições se intensificaram, chagando ao ponto de acusá-lo de não estar respeitando o regulamento dos cultos da Igreja Anglicana oficial, acabou sendo preso na prisão de Bedford, com a pena de prisão perpétua, que somente seria revogada se ele se comprometesse a nunca mais pregar o evangelho, a respeito de sua condenação ele escreveu “Se me soltarem hoje, pregarei amanhã com a ajuda de Deus”. Isso mostra que ele era somente comprometido com apalavra de Deus nem que para isso, tivesse que morrer na prisão.

Este amor pela obra de Deus e pelas vidas que perece no caminho errante, é o que estimula estas preciosas pessoas a se colocar de pé e enfrentar as mais difíceis e inusitadas situações, querendo sempre almejar as vidas que perecem nas mãos do inimigo.

O livro conta ainda a história do saudoso João Wesley “a tocha tirado do fogo”, conta que quando esteve na América do Norte, na cidade de Geórgia, pregando para os índios, relata que, durante dez dias que esteve pregando na cidade, o salão de baile ficou vazio e a igreja ficou lotada, de pessoas carentes da genuína palavra que vem do trono de Deus, e as pessoas foram se convertendo ao cristianismo e sendo salvas para a glória de Jesus Cristo.

É de homem assim que nós precisamos em nossos dias, é de ficar boquiaberto com os números de João Wesley, o livro relata que ele pregou cerca de setecentos e oitenta sermões por ano. Vendo com as nossas atividades hoje em dia perece um número impossível de se alcançar, más devemos sempre nos espelhar neste grande homem que reavivou a obra de Deus.

O primeiro missionário nos moldes atuais de missões foi Guilherme Carey e o livro não podia deixá-lo de fora. Através de um sermão que ele pregou, baseado no livro de Isaias, conseguiu conscientizar a igreja a investir em missões aos “pagãos”. Quando ele estava no campo um dos seus feitos foi fazer a tradução da Bíblia Sagrada em diversas línguas, calcula-se que ele traduziu a Bíblia para mais de um terço dos habitantes do nosso planeta.

Outro citado no livro e que não podemos deixar de fora e Christmas Evans, que em um dos seus famosos sermões, retratou o endemoniado gadareno tão fielmente que o público admirou grandiosamente, na hora da libertação do filho, quando voltou para casa curado o auditório rompeu em grande riso e choro, outras pessoas disseram que o povo ficou como uma cidade abalada por um terremoto, correndo para fora e prostando-se em terra e clamando a Deus.

Estas e outras historias que estão relatadas no livro “Heróis da Fé” nos faz refletir como nós estamos se comportando em meio a todas as investidas do “inimigo”, este mesmo que sempre vai querer que nos afastemos, assim deixamos de agir em prol da obra cristã, porque ele sabe que quando nós nos colocamos na posição de servos do Altíssimo, Deus começa a agir através de nossas vidas, e multidões serão arrancadas das mãos do nosso “inimigo”. Isto é uma obra, que “Satanás” nunca vai querer que se realize em nossas vidas, e para não se cumprir ele vai fazer o possível, mas lembre-se conosco esta os braços forte do senhor. Amem.

 

Alexandre Oliveira 

sábado, 13 de março de 2010

Ministros sem visão educacional

Por Alexandre Oliveira
Pr. Manoel Veigas
Pr. Odimar Barreto


toraOséias 4:6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”

Oséias 6:3 “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor”

Dentro deste trabalho propomos a necessidade de chamar a atenção dos Pastores, Ministros e pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, para tanto iremos abordar o Tema: Ministro sem visão educacional.

Nos textos acima, Deus através do profeta Oséias chama a atenção do povo para a falta do conhecimento, e a conseqüente destruição. O texto indica que a falta de conhecimento pessoal de Deus levava os israelitas a destruição. E não porque o conhecimento estava fora do alcance do povo, mas porque os israelitas rejeitavam deliberadamente o conhecimento e a verdade, que Deus lhes revelava através dos profetas e de sua Palavra escrita.

Não muito diferente dos dias de hoje, os cristãos de uma maneira geral também tem deliberadamente rejeitado o conhecimento que Deus revela através da sua Palavra, desde o princípio da criação até a consumação em dias futuros.

A incumbência de ensinar o povo primeiramente era de responsabilidade dos pais. Eles tinham a responsabilidade de ensinar e educar seus filhos nos primeiros anos de suas vidas. Esta privilegiada tarefa também era de responsabilidade dos sacerdotes. Os sacerdotes tinham a incumbência de ensinar todo o povo de Israel a Lei do Senhor e de como servi-lo.

Entretanto ao examinarmos a Bíblia, vamos observar que os sacerdotes negligenciavam esta responsabilidade, quando então, devido a isto, é relatado através do profeta Oséias, que Deus os estavam também rejeitando-os como sacerdotes diante Dele, não somente os sacerdotes mas também os seus filhos.

A verdade é que hoje nossos lideres estão tendo a mesma visão em relação as Escolas Biblicas Dominicais (E.B.D.’s). Por causa desta visão, no decorrer dos últimos anos não se tem mais formados verdadeiros lideres, educadores e professores nas nossas Igrejas. Ou seja, não formamos um ministério com uma visão voltada para o estudo da Palavra de Deus.

Surgimento das Escolas Bíblicas Dominicais.

Robert Raikes A EBD surgiu em 1780 com Robert Raikes (1736–1811) na cidade de Gloucester, procurando atender uma necessidade da sociedade inglesa daquela época.

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista, Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo, pois, os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.

Casa de Robert Raikes Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente, enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua, pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.

A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um pólo industrial com grandes fábricas têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses.

Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.

Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira, sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.

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Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros achavam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho, e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo[1]. Fez um apelo através do jornal, para mulheres com preparo intelectuais e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.

O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.

Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas, conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.

As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruístas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

A E.B.D. depende de apoio da Liderança.

E imprescindível para o crescimento da Escola Bíblica obter o apoio da liderança da Igreja, pois sem ele a sobrevivência fica muito difícil.

Vejamos o que a história vai nos dizer.

No começo de sua jornada educacional, Raikes encontrou muita resistência ao seu trabalho, e essa resistência veio das pessoas que ele menos esperava – os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado, e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas.

Havia nestas alturas, algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.

sunday%20school2 As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.

A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical, e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.

Observamos que a educação na Igreja só obteve um crescimento satisfatório quando contou com o apoio da liderança, ou seja, não podemos galgar uma boa educação sem ter apoio daqueles que dêtem a direção de nossas Igrejas. Seu apoio é imprescindível.

A E.B.D. no Brasil.

A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). Através um jovem casal de missionários escoceses, Robert Reid Kalley e Sarah Reid Kalley, que chegou ao Brasil naquele ano.

Kelley Ao chegarem logo se instalaram em uma escola com o intuito de ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco pessoas participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos” contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Mas, ela viu tantas crianças pelas ruas, e seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.

Com o passar do tempo aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalley’s resolveram mudar para a cidade do Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o seu alcance. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.

No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem, sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres, analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial.

Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.

Lendo este relato sobre a visão de Robert Raikes, percebemos que é alto o nivel da falta de visão dos nosso lideres.

O mundo hoje sofre os mesmos problemas dos dias de Raikes, ou seja, o sistema carcerário no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo é deficiente, milhões de crianças espalhas pelos quatro cantos da terra tem futuro incerto, e na atual concepção da sociedade, os marginais do futuro serão estas mesmas crianças que hoje nós não educamos, dozemos nós, porque Deus confiou a cada um esta responsabilidade.

A visão educacional.

Vencendo os inimigos da escola dominical É muito interessante que no livro “Vencendo os inimigos da Escola Dominical” o titulo que o autor Lécio Dornas da para o primeiro capítulo de seu livro é “Cuidado! Míopes na direção”[2] o que ele quer dizer com isso? Vejamos, abordamos aqui a necessidade que a E.B.D. tem de obter o apoio da liderança local. Provamos aqui, que esse segmento da Igreja só cresce quando obtém este apoio do púlpito.

A nossa realidade atual mostra-nos que esse apoio é cada vez mais raro, ou seja, o foco de nossos lideres e pastores não esta na preocupação do aprendizado, em outras palavras, os lideres estão indiferente ao ensino bíblico. Se o foco da liderança não esta na Palavra de Deus, onde está então? Bom isso é um outro assunto... O que Dornas nos revela é que a visão pastoral da igreja esta com miopia, e não consegue ter uma visão ampla das necessidades da Igreja de Cristo.

Vejamos. “numa igreja evangélica, qualquer projeto para dar certo precisa passar pela aprovação e promoção do púlpito. O pastor é a pessoa chave para o sucesso de todo empreendimento na vida da igreja (...) Uma Escola Dominical jamais será forte e produtiva se o pastor não possuir visão educacional”[3]

Sendo assim não adianta a igreja possuir entre os seus membros, bons educadores se a liderança não os apoiar “quando seu pastor e seus ministros não apóiam a Escola Dominical todo esforço poderá ser em vão” [4]. A motivação deve partir da liderança “O pastor da igreja, que deveria ser o primeiro a incentivar a Escola Dominical, muitas vezes é o primeiro a desmotivá-la”.

Mas a miopia não esta só no pastorado, mas em toda a Igreja, vejamos aqui, quais são as responsabilidades de cada um dentro do corpo de Cristo.

Responsabilidades do Pastor. O pastor tem algumas responsabilidades, que não são poucas e nem pequenas. Comecemos com algumas de suas atribuições.

Compete ao pastor: Orar com o rebanho e por este; Apascentá-lo na doutrina cristã; Exercer as suas funções com zelo; Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; Prestar assistência pastoral; Instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos.

Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: “E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef. 4.11-15).

Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessária-mente ligado à escola dominical.

Do Superintendente. A superintendência ou diretoria da E.B.D. também tem as suas responsabilidades. O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da E.B.D. é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.

Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor etc.

Do Professor. O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relação a sua própria vida cristã.

O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos, mas toda uma estrututura a ele confiada.

Além de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que está ali, por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos, até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula.

Do Aluno. O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal?

Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual, não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim?

Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista, anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

Dos Pais. A responsabilidade dos pais com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Os pais que vão somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.

Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades Biblícas, por outro lado, por causa dos filhos.

Portanto, é a escola de ensino bíblico da igreja, (E.B.D.) que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim, os dois lados da comissão de Jesus; Mt 28.20; Mc 16.15. Ela é a própria Igreja ensinando. É também um ministério de pessoas para alcançar almas, sendo elas crianças, jovens, adultos, famílias ou até mesmo, uma comunidade inteira.

Ela ministra a pequenos e grandes o ensino sistemático da palavra, devendo ser de maneira metódica e pedagógica. Este ministério é pessoal e torna o professor mais chegado do que qualquer outra pessoa da igreja, inclusive o Pastor.

Texto adaptado para web por Alexandre Oliveira.

Bibliografia

DORNAS, Lécio. Vencendo os inimigos da Escola Dominical, São Paulo: Hagnos, 2002

www.ensinodominical.com.br

www.adpinda.org.br

www.addiadema.com.br

todos acessado em 16/08/2008

[1] DORNAS, Lécio. Vencendo os inimigos da Escola Dominical, São Paulo: Hagnos, 2002. p.60.

[2] Ibid. p.15.

[3] Ibid., p. 15.

[4] Ibid., p.22.

Postagens populares

Fernando Pessoa.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…