sábado, 13 de março de 2010

Ministros sem visão educacional

Por Alexandre Oliveira
Pr. Manoel Veigas
Pr. Odimar Barreto


toraOséias 4:6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”

Oséias 6:3 “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor”

Dentro deste trabalho propomos a necessidade de chamar a atenção dos Pastores, Ministros e pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, para tanto iremos abordar o Tema: Ministro sem visão educacional.

Nos textos acima, Deus através do profeta Oséias chama a atenção do povo para a falta do conhecimento, e a conseqüente destruição. O texto indica que a falta de conhecimento pessoal de Deus levava os israelitas a destruição. E não porque o conhecimento estava fora do alcance do povo, mas porque os israelitas rejeitavam deliberadamente o conhecimento e a verdade, que Deus lhes revelava através dos profetas e de sua Palavra escrita.

Não muito diferente dos dias de hoje, os cristãos de uma maneira geral também tem deliberadamente rejeitado o conhecimento que Deus revela através da sua Palavra, desde o princípio da criação até a consumação em dias futuros.

A incumbência de ensinar o povo primeiramente era de responsabilidade dos pais. Eles tinham a responsabilidade de ensinar e educar seus filhos nos primeiros anos de suas vidas. Esta privilegiada tarefa também era de responsabilidade dos sacerdotes. Os sacerdotes tinham a incumbência de ensinar todo o povo de Israel a Lei do Senhor e de como servi-lo.

Entretanto ao examinarmos a Bíblia, vamos observar que os sacerdotes negligenciavam esta responsabilidade, quando então, devido a isto, é relatado através do profeta Oséias, que Deus os estavam também rejeitando-os como sacerdotes diante Dele, não somente os sacerdotes mas também os seus filhos.

A verdade é que hoje nossos lideres estão tendo a mesma visão em relação as Escolas Biblicas Dominicais (E.B.D.’s). Por causa desta visão, no decorrer dos últimos anos não se tem mais formados verdadeiros lideres, educadores e professores nas nossas Igrejas. Ou seja, não formamos um ministério com uma visão voltada para o estudo da Palavra de Deus.

Surgimento das Escolas Bíblicas Dominicais.

Robert Raikes A EBD surgiu em 1780 com Robert Raikes (1736–1811) na cidade de Gloucester, procurando atender uma necessidade da sociedade inglesa daquela época.

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista, Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo, pois, os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.

Casa de Robert Raikes Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente, enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua, pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.

A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um pólo industrial com grandes fábricas têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses.

Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.

Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira, sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.

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Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros achavam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho, e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo[1]. Fez um apelo através do jornal, para mulheres com preparo intelectuais e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.

O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.

Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas, conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.

As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruístas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

A E.B.D. depende de apoio da Liderança.

E imprescindível para o crescimento da Escola Bíblica obter o apoio da liderança da Igreja, pois sem ele a sobrevivência fica muito difícil.

Vejamos o que a história vai nos dizer.

No começo de sua jornada educacional, Raikes encontrou muita resistência ao seu trabalho, e essa resistência veio das pessoas que ele menos esperava – os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado, e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas.

Havia nestas alturas, algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.

sunday%20school2 As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.

A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical, e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.

Observamos que a educação na Igreja só obteve um crescimento satisfatório quando contou com o apoio da liderança, ou seja, não podemos galgar uma boa educação sem ter apoio daqueles que dêtem a direção de nossas Igrejas. Seu apoio é imprescindível.

A E.B.D. no Brasil.

A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). Através um jovem casal de missionários escoceses, Robert Reid Kalley e Sarah Reid Kalley, que chegou ao Brasil naquele ano.

Kelley Ao chegarem logo se instalaram em uma escola com o intuito de ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco pessoas participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos” contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Mas, ela viu tantas crianças pelas ruas, e seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.

Com o passar do tempo aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalley’s resolveram mudar para a cidade do Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o seu alcance. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.

No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem, sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres, analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial.

Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.

Lendo este relato sobre a visão de Robert Raikes, percebemos que é alto o nivel da falta de visão dos nosso lideres.

O mundo hoje sofre os mesmos problemas dos dias de Raikes, ou seja, o sistema carcerário no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo é deficiente, milhões de crianças espalhas pelos quatro cantos da terra tem futuro incerto, e na atual concepção da sociedade, os marginais do futuro serão estas mesmas crianças que hoje nós não educamos, dozemos nós, porque Deus confiou a cada um esta responsabilidade.

A visão educacional.

Vencendo os inimigos da escola dominical É muito interessante que no livro “Vencendo os inimigos da Escola Dominical” o titulo que o autor Lécio Dornas da para o primeiro capítulo de seu livro é “Cuidado! Míopes na direção[2] o que ele quer dizer com isso? Vejamos, abordamos aqui a necessidade que a E.B.D. tem de obter o apoio da liderança local. Provamos aqui, que esse segmento da Igreja só cresce quando obtém este apoio do púlpito.

A nossa realidade atual mostra-nos que esse apoio é cada vez mais raro, ou seja, o foco de nossos lideres e pastores não esta na preocupação do aprendizado, em outras palavras, os lideres estão indiferente ao ensino bíblico. Se o foco da liderança não esta na Palavra de Deus, onde está então? Bom isso é um outro assunto... O que Dornas nos revela é que a visão pastoral da igreja esta com miopia, e não consegue ter uma visão ampla das necessidades da Igreja de Cristo.

Vejamos. “numa igreja evangélica, qualquer projeto para dar certo precisa passar pela aprovação e promoção do púlpito. O pastor é a pessoa chave para o sucesso de todo empreendimento na vida da igreja (...) Uma Escola Dominical jamais será forte e produtiva se o pastor não possuir visão educacional”[3]

Sendo assim não adianta a igreja possuir entre os seus membros, bons educadores se a liderança não os apoiar “quando seu pastor e seus ministros não apóiam a Escola Dominical todo esforço poderá ser em vão” [4]. A motivação deve partir da liderança “O pastor da igreja, que deveria ser o primeiro a incentivar a Escola Dominical, muitas vezes é o primeiro a desmotivá-la”.

Mas a miopia não esta só no pastorado, mas em toda a Igreja, vejamos aqui, quais são as responsabilidades de cada um dentro do corpo de Cristo.

Responsabilidades do Pastor. O pastor tem algumas responsabilidades, que não são poucas e nem pequenas. Comecemos com algumas de suas atribuições.

Compete ao pastor: Orar com o rebanho e por este; Apascentá-lo na doutrina cristã; Exercer as suas funções com zelo; Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; Prestar assistência pastoral; Instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos.

Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: “E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef. 4.11-15).

Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessária-mente ligado à escola dominical.

Do Superintendente. A superintendência ou diretoria da E.B.D. também tem as suas responsabilidades. O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da E.B.D. é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.

Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor etc.

Do Professor. O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relação a sua própria vida cristã.

O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos, mas toda uma estrututura a ele confiada.

Além de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que está ali, por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos, até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula.

Do Aluno. O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal?

Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual, não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim?

Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista, anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.

Dos Pais. A responsabilidade dos pais com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Os pais que vão somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.

Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades Biblícas, por outro lado, por causa dos filhos.

Portanto, é a escola de ensino bíblico da igreja, (E.B.D.) que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim, os dois lados da comissão de Jesus; Mt 28.20; Mc 16.15. Ela é a própria Igreja ensinando. É também um ministério de pessoas para alcançar almas, sendo elas crianças, jovens, adultos, famílias ou até mesmo, uma comunidade inteira.

Ela ministra a pequenos e grandes o ensino sistemático da palavra, devendo ser de maneira metódica e pedagógica. Este ministério é pessoal e torna o professor mais chegado do que qualquer outra pessoa da igreja, inclusive o Pastor.

Texto adaptado para web por Alexandre Oliveira.

Bibliografia

DORNAS, Lécio. Vencendo os inimigos da Escola Dominical, São Paulo: Hagnos, 2002

www.ensinodominical.com.br

www.adpinda.org.br

www.addiadema.com.br

todos acessado em 16/08/2008

[1] DORNAS, Lécio. Vencendo os inimigos da Escola Dominical, São Paulo: Hagnos, 2002. p.60.

[2] Ibid. p.15.

[3] Ibid., p. 15.

[4] Ibid., p.22.

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Fernando Pessoa.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…