sexta-feira, 27 de julho de 2012

Isso é Pentecostalismo?

 

Já algum tempo andava procurando uma palavra que descrevesse a minha indignação o atual momento da nossa Igreja, uma palavra que externasse os meus mais profundos sentimentos em relação ao evangelho que tenho visto nos últimos anos. Confesso que tentei muitas frases e palavras, mas nenhuma delas descrevia realmente com perfeição o meu pensamento, o meu momento, a minha insatisfação.

Adjetivos rondavam os meus pensamentos, mas nenhum deles faziam jus a minha irritação, e eu continuava não conseguindo externar com exatidão a minha perplexidade com os fatos corriqueiros dos últimos tempos. Vinham a mente adjetivos como: charlatões, ignorantes, aproveitadores e por ai vai.

Escutando o programa de rádio “A voz do Brasil para Cristo” dirigido pelo pr Paulo Lutero de Melo, percebi que não deveria mais concentrar a minha busca em um adjetivo para catalogar este tipo de “evangelho” que nos norteia atualmente, não deveria mais, simplesmente por não ser mais necessário, pois nenhum adjetivo retrataria com perfeição o que alguns, claro não generalizo de forma alguma, o que alguns vem fazendo em prol das suas assim chamadas “igrejas”.

Observei que primeiramente eu havia de lidar comigo mesmo, tinha que desarticular esta indignação que me corroía por dentro. E o estalo veio nas palavras deste servo de Deus quando no final de um de seus programas decidiu soltar o seguinte pensamento:

“Meus amados Irmãos em Cristo, quero dizer a todos que estou de “saco cheio” deste evangelho que andam pregando por ai”

Confesso que esta frase me impactou profundamente, foi como dar uma tijolada em uma janela de vidro num momento qualquer de fúria. Esta é uma frase que retrata perfeitamente o meu estado atual, não existiria uma frase mais perfeita, mais indicada do que esta: “Estou de saco cheio”. Obrigado pr. Paulo Lutero.

Engraçado é que tentamos por diversas vezes procurar palavras difíceis para algo tão simples, e nesta procura alucinada acabamos encontrando apenas palavras evasivas, sem alma, sem peso, sem gosto, sem sal, sem graça e numa frase tão popular, numa frase tão simples, que qualquer pessoa desde as mais simples a até mesmo as mais “complexas” entenderia e talvez, assim como eu, se identificasse. Uma frase tão popular que é recitada dos mais humildes becos até mesmo os mais luxuosos escritórios.

“Estou de saco cheio”

Estou de saco cheio das rosas ungidas

Estou de saco cheio dos copos de aguas ungidos

Estou de saco cheio de louvores antropocêntricos.

Estou de saco cheio de pregações antropocêntricas.

Estou de saco cheio de diga para o irmão que esta ao seu lado.

Estou de saco cheio de cultos de autoajuda.

Estou de saco cheio da teologia da prosperidade

Estou de saco cheio do “evangeliquez”.

Estou de saco cheio de cultos “judaizados”.

Eu estou de saco cheio deste falso “evangelho”!!

Sinto a falta da genuína pregação de cristo.

“Não se conforme com este presente século, mas mude-o através de renovação da sua mente”

 

Soli Deo Gloria.

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Fernando Pessoa.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…