terça-feira, 30 de junho de 2009

Análise de Mateus 17.1 a 13 – O Monte da Transfiguração.

Quando temos como assunto de pesquisa, a polêmica passagem da transfiguração de Jesus Cristo no monte que alguns historiadores dizem ser o tabor, narrada pelos evangelhos Sinóticos, surge a inevitável controvérsia com o espiritismo sobre o tema da “reencarnação” e “comunicação com o mundo dos mortos”.
Passagens como a descrita em Mateus 17.1-13 tem sentido único que é de salientar a natureza e obra do Reino de Cristo, como a sua chamada messiânica. Um verdadeiro vislumbre da glória futura.
Para tanto, vejamos:

Análise Histórica Textual.
Em seu último ano de ministério, quando ainda estava pregando na região da Galiléia, após algum tempo ali, Jesus chamou os discípulos André, Pedro e João para subir com ele ao monte com intuito de orar (Lc. 9.28). Foi quando os discípulos podem contemplar Jesus Cristo se transfigurando diante dos seus olhos. Diz o texto que seu rosto resplandecia como o sol e suas vestes eram brancas como a luz, então neste momento apareceu Moises e o profeta Elias falando com o Senhor, Pedro como sempre tomado por sua espontaneidade disse “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias”. Então uma nuvem luminosa os envolveu e eis que vinha da nuvem uma voz que dizia “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”.
Esta situação amedrontou os discípulos de tal forma que caíram de bruços por causa de seu medo.

Análise Crítica textual.
O texto de Mateus é muito similar ao de Marcos, existe, porem um detalhe que o diferencia dos demais, Mateus traz o aspecto do rosto de Jesus, de que esta resplandecente como o sol, um dado que não temos nos Evangelhos de Lucas e de Marcos. Existe também o fato do texto de Mateus ser mais sucinto do que os demais.
Outra curiosidade referente a passagem, é o fato de que ela não aparece nos escritos joaninos, visto que o mesmo estava presente no relato bíblico.


Análise Morfológica.
A palavra chave deste texto é “transfiguração” oriunda da palavra grega que transliterado seria “metamorphoo” sendo, “meta”, após e “morpho”, forma; ou seja, outra forma, esta palavra grega tem sua tradução principal no português como “metamorfose”.
Vejamos:
Segundo o dicionário Michaelis: transfiguração:“Mudança que alguém sofre na figura ou na forma” .
Segundo o DITNT “metamorphoo: mudar em outra forma ou imagem”
Tomando como base o texto em questão podemos concluir que Jesus tomou uma forma humana diferenciada, naquele momento, o que possibilitou aquele episódio.

Espiritismo.

Este é um texto muito utilizado pelo espiritismo, para apoiar biblicamente a sua doutrina. Eles alegam através desta passagem existir a comunicação com os mortos e seu mundo. Como este texto faz parte dos sinóticos não devemos trabalhá-lo de forma isolada.
O evangelho de Lucas ao tratar dessa passagem, trouxe alguns dados que nos são imprescindível para esta questão, por exemplo, o assunto que é tratado entre Moises, Elias e Jesus, a saber, a partida de Jesus e o comprimento de sua missão aqui na terra, ou seja, naquele instante Jesus transfigurou o seu corpo para mostrar a seus discípulos que a eternidade verdadeiramente existe.
Os discípulos viram a glória de Deus manifestada e não a região de habitação dos mortos. Basta ver o evento da nuvem luminosa, que o cobriam, onde Deus da mais uma declaração publica a respeito de seu Filho amado.
Outro caso é o da “reencarnação”, se observarmos atentamente o texto, principalmente o v.12 onde observamos que o Elias citado por Jesus é simbólico e não literal, apoiado pelo texto lucano e v11,12 do capitulo 9 do evangelho de marcos, dizendo que joão batista faria a função de preparador para a obra messiânica.



BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA Apologética de estudo: Antigo e Novo Testamento. trad João Ferreira de Almeida. corrig. fiel. Ed. 1994,1995. 2. ed. comentário do Instituto Cristão de Pesquisa. São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil; Jundiaí, SP: ICP, 2005. 1653 p.
BÍBLIA Sagrada: Novo Testamento Interlinear grego-português. Barueri, SP: Socieda-de Bíblica do Brasil, 2004. 992 p.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. trad. José Gabriel Said. Belo Horizonte: Editora Atos, 2005. 863 p.
COENEN, Lothar e BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo testamento. Trad. Gordon Chown. 2.ed. São Paulo:Vida Nova. 2.000 p.

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