segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

THEOlogando!!! Palestras de alto nível!!

Imperdível

THEOlogando com as Dras. Sandra Duarte e Carolina Lemos que acontecerá no dia 27 de fevereiro. Além de uma palestra sobre a relação entre violência doméstica e religião, será lançado o livro "A Casa, as Mulheres e a Igreja", de autoria das duas.
Ao final é oferecido aos participantes um delicioso coquetel.

E no dia 06 de março, 43º THEOlogando com o Dr. Carlos Eduardo Calvani, falando sobre "Teologia da Arte: espiritualidade, igreja e cultura a partir de Paul Tillich

42theo

Sandra Duarte possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social (1989), graduação em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (1992), mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1995), doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1999) e está cursando o pós-doutorado em História Cultural na UNICAMP. Atualmente é professora titular da Universidade Metodista de São Paulo, coordenadora da área de Religião, Sociedade e Cultura do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, editora da Mandrágora-Revista de Estudos de Gênero e Religião e coordenadora da comissão de Lato Sensu em Ciências da Religião da UMESP. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Religião, atuando principalmente nos seguintes temas: religião, gênero, poder, modernidade e secularização.

Carolina Lemos possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Umuarama (1989) , mestrado em Ciências Sociais e da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1994) e doutorado em Ciências Sociais e da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1998) . Atualmente é professor titular da Universidade Católica de Goiás. Tem experiência na área de Sociologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Religião, Sexualidade, Mulheres Camponesas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Divergências sobre regulamentação da profissão de teólogo levam decisão para 2010

Divergências sobre regulamentação da profissão de teólogo levam decisão para 2010

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Diante das divergências surgidas em relação ao projeto de lei (PLS 114/05) que regulamenta a profissão de teólogo, na audiência pública realizada nesta quarta-feira (10) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), disse que não via "a mínima condição" de o projeto constar da pauta da próxima reunião da comissão, na semana que vem.
Na opinião de Paim, o tema "é explosivo" e será preciso realizar mais audiências públicas. Ele disse que tem recebido muitos e-mails de pessoas pedindo, inclusive, que a profissão não seja regulamentada e previu que a matéria só estará pronta para entrar da pauta da CAS em fevereiro ou março do próximo ano. Paim solicitou que as colaborações ao projeto sejam enviadas diretamente ao seu e-mail: paulopaim@senador.gov.br.
A presidente da CAS, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), concordou com a ampliação do debate devido à complexidade do tema e à diversidade de religiões que ainda precisam ser ouvidas.
Participaram da audiência o vice-presidente do Conselho Interconfessional para o Ensino Religioso de Goiás (Ciergo), Darcy Cordeiro; o professor da Faculdade Evangélica de Brasília Isaías Lobão Pereira Jr.; o presidente da Convenção Brasileira dos Ministros das Igrejas, Assembleias de Deus, Ministérios de Missões e Igrejas Filiadas (Cobramad), João Batista Isaquiel Ferreira; e o vice-presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica, Valmor da Silva.
Darcy Cordeiro disse que é preciso distinguir melhor o bacharelado da licenciatura. Ele explicou que o bacharel em Teosofia está devidamente conceituado no projeto e é aquele que faz a reflexão sobre a fé e acredita na revelação cristã. No caso da licenciatura não, pois se refere ao professor de Teosofia, que é licenciado em ensino da religião, é o cientista que aborda as ciências sobre o fenômeno religioso sem vinculação a uma religião específica. O representante da Ciergo também discordou do inciso (III do Art. 1º) que incorpora os teólogos não diplomados que tenham exercido a atividade há mais de cinco anos.
Isaías Lobão, por sua vez, defendeu a permanência daquele inciso. Ele disse que os teólogos sem formação acadêmica estão na labuta diária, mas não deixam de buscar a educação formal que lhes falta. João Batista lembrou que peões de rodeio e guardadores de carros já são profissionais regulamentados e disse que a aprovação dessa lei seria o resgate de uma dívida com quem batizou, casou, aconselhou, consolou e esteve ao lado das pessoas na hora da morte. Batista pediu que o PLS tramitasse em regime de urgência.
Valmor da Silva afirmou que, por ser "amplo e confuso", o projeto de lei poderá prejudicar os teólogos em vez de beneficiar. Ele disse que, antes de regulamentar é preciso definir melhor o que é a profissão. Valmor lembrou que a licenciatura de Teologia não existe no Brasil e classificou como "problema" os cursos livres que não são regulamentados. Ele também repudiou o inciso que dispensa diploma para quem exerce a profissão há mais de cinco anos.
- Nós rejeitamos veementemente. Sem diploma, de jeito nenhum. Tem que ter preparo acadêmico - afirmou.
Agência Senado

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Pressupostos hermenêuticos e teológicos de Rudolf Bultmann.

Por Alexandre Honorato Oliveira.

Para poder entender os princípios hermenêuticos de Rudolf Bultmann é necessário que antes de qualquer coisa, tenhamos-nos a compreensão de como o pensamento deste grande teólogo do século XX foi sistematizado e de como as suas posições foram defendida ao longo do tempo, fazendo aqui um resumo de sua vida e de suas obras.

Rudolf Bultmann nasceu em 20 de Agosto de 1884 em Wefelstede (Oldenburg), sendo filho de pastor protestante. Fez os estudos superiores em Tubingen, Berlin e Marburgo, laureando-se em 1910, sob a orientação de Johannes Weiss, sua tese defendida tinha por título “O estilo da pregação paulina e a diatribe cínico-estoica”. Nos estudos secundários foi colega de Karl Jaspers. Em 1916 foi professor extraordinário em Breslau, indo em 1920 para Giessen e Marburgo em 1921.

No inicio de seus estudos Bultmann se definia como “teólogo liberal”, ele foi formado no clima da teologia liberal, más não demorou muito para aderir à teologia dialética, já em outubro de 1921 redigiu uma carta a Hans Von Soden em que indicava seu rompimento com a teologia liberal. Em 1924 publicou o artigo “A teologia liberal e o mais recente movimento religioso” em que afirmava o antropocentrismo da teologia de seus mestres. O objetivo do artigo era promover uma nova orientação para a revista liberal Christliche Welt. Neste período dialético, Bultmann escreve vários artigos entre 1925 e 1928, onde aparecem os princípios metodológicos que nortearão sua pesquisa. Publica em 1925 o artigo “O problema de uma exegese teológica do Novo Testamento” nesta época além de por fim em seus antigos ideais teológico, torna-se um grande crítico da teologia liberal, por considerá-la “uma reflexão que diviniza o homem e desvia-se do seu objetivo teológico”. Essa crítica de Bultmann à teologia liberal, marca sua presença cativa na teologia dialética. Publica ainda, em 1928, “O significado da ‘teologia dialética’ para a ciência neotestamentária”. Porém sua obra clássica “Jesus”, publicada em 1926, já marca os princípios que ele usará no importante “Manifesto da demitização” de 1941. Este manifesto, redigido quatro vezes que se completam no decurso de vinte anos, traz a síntese da reflexão bultmaniana que abordaremos mais detalhadamente aqui.

Para Bultmann, o conteúdo do Novo Testamento é mitológico, os relatos escritos pelos membros da igreja primitiva eram puros contos mitológicos, sendo “a imagem de mundo neotestamentária” (Weltbild) muito distinta daquela realidade. A imagem mítica do mundo fez com que os autores do Novo Testamento, Paulo, Pedro, João, Mateus, João Marcos, Lucas entre outros, registrassem os seus testemunhos numa linguagem que considera como conto Mitológico “a encarnação de um ser preexistente”, “a morte expiatória”, “a ressurreição”, “a descida aos infernos”, “o retorno no final dos tempos” e a “escatologia dos eventos finais”. Todos estes elementos precisam ser demitizados, para ser extraída a mensagem genuína dos textos neotestamentários.

Segundo o artigo[1] do professor Brian Gordon Lutalo Drumond Kibuuka docente da Faculdade de Teologia Wittenberg no Rio de Janeiro. A tarefa da demitização é:

“criticar a imagem de mundo do Novo Testamento (tarefa negativa) e esclarecer a verdadeira intenção do mito, encontrando assim a verdadeira intenção da Escritura (tarefa positiva). Para assim fazer, é preciso dar uma interpretação, fazer uma atualização, tornar evidente ao homem moderno a mensagem do Novo Testamento. Bultmann afirma que isto pode ser feito pela interpretação antropológica ou existencial (posteriormente chamada de hermenêutica existencial).”

As principais críticas feitas a Bultmann são de que a sua pré-compreensão heideggeriana[2] torna-se uma “camisa-de-força” (Barth), que não se deve demitizar os fatos da história (Cullmann) e que absolutizar o “Weltbild” da ciência moderna e adotar uma discutível concepção iluminista de mito desqualifica seu projeto (Jaspers).

É importante destacar que, na compreensão de Bultmann, a história da Literatura Cristã Primitiva é um projeto fadado ao fracasso, bem como a compreensão da “verdade” histórica sobre o homem Jesus. Para ele não é possível ambos projetos, mas que eles não são relevantes, porque o que importa de fato para a Igreja é crer em Jesus de Nazaré, o Cristo.

A visão que Bultmann tem dos Evangelhos é que eles contêm o que ele denomina “‘unidade de pregação’ da Igreja primitiva”. Para Bultmann os Evangelhos não é a história de Jesus, mas é a sistematização das formas literárias primitivas por meio das qual a Igreja primitiva prega Jesus – pregação esta denominada kérigma.

Portanto, para Bultmann, a fé é algo que não está no âmbito da história (passada e inexistente), mas no âmbito da própria existência (presente e real). Cada unidade de pregação, cada forma literária, cada parte do Evangelho é um chamamento a uma mudança na existência, uma chamada à decisão. Nesta chamada, o fundamental não é a história, mas a proclamação e a resposta a mesma.


[1] KIBUUKA, BRIAN G. L. DRUMOND. Sobre Rudolf Bultmann. Artigo extraído do ”blog” Estudos no Novo Testamento disponível em: http://estudosnonovotestamento.blogspot.com/2007/02/ sobre -rudolf-bultmann.html acesso em 15 mar 2008.

[2] Rudolf Bultmann foi catedrático na Faculdade de Teologia de Marburg, onde foi aluno de Martin Heidegger, professor de Filosofia na mesma universidade.

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Fernando Pessoa.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…